Metalúrgicos do Brasil batem o martelo: não vamos trocar direitos trabalhistas por contribuição sindical

*Por Sérgio Butka
Reunida na manhã desta segunda-feira(24), em São Paulo (SP), os sindicatos da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM), que reúne os principais e maiores Sindicatos dos metalúrgicos do país, ratificaram que NÃO ACEITARÃO TROCAR DIREITOS POR CONTA DA MANUTENÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO SINDICAL.
Essa é uma postura já adotada pelos Sindicatos do Paraná e que agora se torna nacional. É inadmissível a postura do governo em querer fazer chantagem com as entidades sindicais em troca de apoio para suas reformas. Se o governo pensa que usando dessa tática vigarista de ameaçar acabar com a contribuição sindical vai calar o movimento sindical, está muito enganado. A posição dos metalúrgicos é bem definida: vamos lutar contra todo tipo de política que tente  acabar ou diminuir os direitos trabalhistas, previdenciários e sociais da nação  brasileira. Esse tem sido ao longo de toda a  história do sindicalismo brasileiro o nosso único objetivo. E, se para manter esse objetivo for preciso pagar um alto preço, o movimento sindical vai pagar.  O governo que pegue a contribuição sindical e faça bom proveito. Não vamos aceitar chantagem.
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Em Cascavel, Força Paraná é objetiva: não vamos permitir o fim dos direitos e da aposentadoria! Dia 28 de abril é paralisação geral!

Direção da central está percorrendo o estado para organizar  a mobilização nacional

Como parte da organização da paralisação nacional do dia 28 de abril, a direção da Força Paraná esteve hoje de manhã reunida com os Sindicatos de Cascavel e região para debater os preparativos para a mobilização que foi convocada pelas centrais sindicais como uma reposta aos ataques do governo contra os direitos trabalhistas e contra a aposentadoria.

Participaram da reunião  os metalúrgicos de Cascavel e de Pato Branco; o Sindicato de Asseio e Conservação de Cascavel; os servidores da saúde de Cascavel; o Sindicato dos Trabalhadores em Hotéis e similares de Cascavel;  representantes da Unioeste e do Sindicato dos Professores da Unioeste; O sindicato dos aposentados de Foz do Iguaçu; o Sindicato dos trabalhadores das Concessionárias de Veículos de Cascavel; a subsede de Umuarama dos metalúrgicos; e representantes do Fórum Sindical, que reúne  as centrais sindicais e mais 25 sindicatos da região. Continue lendo

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Força faz reunião em Londrina para organizar a paralisação nacional do dia 28 de abril

A direção da Força Paraná esteve hoje em Londrina para debater e organizar com os Sindicatos da região a paralisação nacional do próximo dia 28 de abril. Convocada pelas Centrais Sindicais, a mobilização será um protesto em defesa da aposentadoria, dos direitos trabalhistas e contra o projeto de terceirização ilimitada. A reunião aconteceu na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de Londrina. Continue lendo

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Charlex: Após greve, trabalhadores conquistam acordo salarial

Após a greve deflagrada ontem, os trabalhadores da Charlex conquistaram hoje de manhã o acordo salarial de 2017.

Diante da mobilização em porta de fábrica a empresa cedeu e apresentou proposta que consiste em: INPC mais 5% de reajuste salarial, 10% de aumento no vale-alimentação e abono mensal de R$ 66,00. Estes valores foram aprovados em assembleia liderada pelo Sindicato de Fiação e Tecelagem de Curitiba e Região Metropolitana.

A Charlex está situada na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), emprega cerca de 80 trabalhadores e produz tecidos.

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Sem contribuição sindical trabalhador ficará sem representação

Descontente com a posição do movimento sindical em relação às propostas de reformas da Previdência e sindical o governo tenta diminuir nosso poder de mobilização, ameaçando acabar com a contribuição sindical que garante a representação dos trabalhadores.

Com a desculpa de que existem muitos sindicatos no Brasil, o relator da reforma sindical propõe o fim da contribuição sindical compulsória. Ele esquece que a representação sindical no Brasil é pela unicidade na base, ou seja, não pode ter mais que um Sindicato na mesma, pelo menos não poderia.

O fim da contribuição compulsória acabará definitivamente com a unicidade sindical e vai liberar a pluralidade sindical no Brasil. Isto aumentará ainda mais o numero de Sindicatos, tanto de trabalhadores como de empresas. O trabalhador descontente com seu atual Sindicato terá que escolher outra entidade para representá-lo nas negociações de data-base, Participação nos Lucros ou Resultados (PLR), entre outros acordos.

A contribuição sindical é que define pela unicidade sindical a qual Sindicato o trabalhador pertence e que terá de ser representado. No modelo de pluralidade a representação é definida pela sindicalização do trabalhador em determinada entidade para que a mesma o represente. Isto seja nas negociações de reajustes salariais, PLR e outros acordos que estabeleçam normas ou condições de trabalho.

Sem uma representação sindical os trabalhadores ficarão desassistidos e não serão contemplados pelos Acordos Coletivos ou Convenções Coletivas.

Por outro lado, tentando salvar o relator da reforma sindical, o ministro do trabalho se colocou contra o fim da contribuição sindical compulsória e estuda uma forma de garantir a unicidade sindical.

Todo este esforço seria desnecessário se o Ministério do Trabalho e Emprego neste governo e em outros tivesse respeitado o sistema de unicidade (somente uma representação na mesma base territorial) e não feito concessões para novos sindicatos na mesma base territorial. Hoje teríamos somente 1/10 das entidades existentes no Brasil conforme estudo recente do DIEESE.

Se a preocupação do governo é mesmo o numero de entidades sindicais no Brasil, basta cancelar as concessões irregulares, criadas para atender pedidos de deputados, senadores, governadores, prefeitos e empresários. Feito isto, cairá drasticamente o numero de entidades no país.

O que está tirando o sono dos trabalhadores é o desemprego, terceirização, aposentadoria com oitenta anos, pejotização, entre outros.

É isso que preocupa os trabalhadores e a população brasileira, e lógico, também os deputados que se esqueceram das promessas feitas aos seus eleitores nas suas campanhas. Mas é bom lembrar, 2018 está chegando.

NENHUM DIREITO A MENOS

Sérgio Butka

Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba e da Força Sul no Paraná

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